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CABO VERDE-Estação Postal de S. Jorge (Ilha do Fogo)

S. Jorge  (Crioulo cabo-verdiano, ALUPEC: San Jorji) é uma povoação do Concelho do Fogo, Freguesia de São Lourenço. Estação postal de 2ª classe.
 
Fig.1-Decreto publicado no DR N.º209 de 12 de Setembro de 1912.

A estação postal de S. Jorge abriu em janeiro de 1913, como foi indicado na obra Marcas Postales de  Cabo Verde (1). Sobre esta estação Félix Guillamón refere que não conhece qualquer marca postal desta localidade.
A figura-1 demonstra que em setembro de 1912 já existia a estação de S. Jorge, a data de abertura será uma data entre 1904 e 1912, uma vez que em 1904 não constava da lista das estações postais de Cabo Verde.
Sobre o movimento postal em (1) temos que em 1935, foram expedidos 247 objetos postais, recebidos 1051, 7 em trânsito num total de 1305 objetos postais e sem nenhuma encomenda postal. Já em 1935 foram expedidos 72 objetos, recebidos 574, 33 em trânsito num total de 689, uma grande redução.Em 1965 apenas foram expedidos 54 objetos postais, o que mostra a razão de ser quase impossível encontrar algum destes objetos expedidos.
São mais de sessenta anos de existência deste posto, sem ninguém conhecer uma única marca postal!Foi necessário chegar a 1974 para encontrar o sobrescrito da figura 3, registado com o número 49 com destino ao Porto.
Fig.2-A primeira marca postal conhecida



Fig.3-Sobrescrito registado de 27-8-74 para Portugal.

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(1) Guillamón, Félix (2009).Marcas Postales de Cabo Verde-1877-1940, Málaga.

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Carimbo numérico volante n.º25 de Ambaca

Ambaca – Também conhecida como Pamba


Ambaca: Conc. com sede em Camabatela. Apeadeiro do C. de Ferro de Luanda, do Concelho de Cazengo, ao Km 276.(2)
Povoação comercial de 4ª do Posto de Lucala, concelho de Cazengo, distrito de Cuanza Norte. Servida por uma Estação Telégrafo Postal de 2ª em Lucala (1959), com enc. postais ord., à cobrança e V. P. em Salazar. (2)
Pela Ordem de Serviço nº. 202 de 12.12.1915 foi atribuído carimbo e sinete com o nº. 25.
O carimbo volante de Ambaca (Pamba) faz parte do 2º grupo destas marcas que começam no n.º21 e vão até ao n.º30.(1)



Estes carimbos foram inicialmente pensados para remediar imediatamente um acidente nos carimbos ou dotar uma estação que vai entrar em funcionamento. No caso de Ambaca parece-me que a primeira justificação é que é válida, pois em 7 de outubro de 1910 com o aparecimento do 8º grupo de carimbos, de acordo com a catalogação de Guedes de Magalhães (3) foi atribuído um dos carimbos a Ambaca. Esta marca só foi utilizada aproximadament…

Angola-Eng. João Burnay Caminho de Ferro de Luanda-Ambaca

"Em 31 de Outubro de 1886, iniciou-se a construção da linha do Caminho de Ferro de Loanda, sob a direcção do engenheiro João Burnay, e nela trabalavam nada memos que indivíduos de dez nacionalidades diferentes: portugueses, franceses, belgas, alemãs, ingleses, americanos, espanhois, italianos, um russo e um sueco."(1)

ANGOLA-Marcofilia de Maquela do Zombo

Maquela do Zombo: Vila, sede de Intendência de Fronteira; sede do concelho do Zombo, com os postos de Sede Quibocolo, Cuílo Futa, Béu e Sacandica; distrito do Congo. C.T.T.: Estação T. Postal de 1ª e rádio de 2ª, com todos os serviços. Há uma carreira semanal para a Estação do Caminho de Ferro do Lucala, a 463 Kms, ligando no Negage à carreira diária Carmona-Negage. Há carreiras aéreas regulares. (2)


Foi primitivamente Posto Militar com o nome de Bongue, criado em 13.1.1896 e em 1911 passou a sede da Circunscrição do Zombo. Em 1915 foi criada a Circunscrição civil de Maquela do Zombo. Em 1917 foi sede do Distrito do Congo, aquando do desmembramento deste Distrito e a criação do Enclave de Cabinda. Mais tarde passou a sede do Concelho do Zombo
No governo de Manuel Maria Coelho (de 18/1/1911 a 26/2/1912) “Maio/Junho -Os Zombo entram em conflito com os soldados da guarnição. Faria Leal e, depois o governador de distrito, José da Silva Cardoso, concentram as forças em Maquela do Zombo. Es…

Angola - Marcas postais de Quiculungo

"Quiculongoatual Conc. do Dist. de Cuanza Norte (Dec. 50/71, de 23/2/1971-B.O. 57). Por P.P. 78, de 18/5/1917 (B.O.17) foi criado o Posto militar de Calandula que passou a denominar-se Posto de Quiculungo e a pertencer, como Posto civil, a Ambaca, por Port. 1527, de 3/11/1934 (B.O.44). A pov. de Quiculungo que deu o nome ao Posto e, actualmente, ao Conc., era já muito importante, comercialmente, em 1915."(1)  "Quiculungo: Pov. comer. de 4.ª, do Posto do mesmo nome com sede em Bolongongo, conc. de Ambaca, dist. do Cuanza Norte, com. do Congo, dioc. de Luanda. C.T.T.:Estação Postal de 3ª classe, T.P. de 3ª em Bolongongo e Est. de 1ª em Camabatela com todos os serviços. Camabatela-Quiculungo. Luanda 363 Kms, Salazar 147, Carmona 160, Camabatela 60, Bolongongo 10, Lucala C. de Ferro 120."(2)
A consulta do boletim oficial de Angola revelou-nos a data do alvará n.º4- criação da estação Postal- no B.O. N.º47, de 21 de novembro de 1945.

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Angola- Marca do 8º grupo de QUIZENGA

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Selos Coroa de Angola-Estudo dos papéis

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Este pequeno estudo tem como principal objetivo estudar as diferentes espessuras dos papeis desta emissão.
Tendo apenas neste estudo o primeiro selo de Angola, vamos verificar que existem muitas versões deste selo, sendo uma boa parte delas falsas. o colecionador menos experiente terá grande dificuldade na deteção dos selos falsos, todos os colecionadores já passaram por essa dificuldade. No final deste artigo penso que ficará tudo mais fácil, e não será necessário a ajuda duma expertização para conseguir distinguir selos originais dos falsos.
1. Ensaios e provas

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Fig.2-Prova v…

Macau, selo nº135 com variedade cliché

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Bloco de 15 selos de Angola, MF 202 com algumas variedades clichés.


Na 4ª e 5ª posição temos as VC XCIV e LXXIX, respectivamente:     

Na 8ª posição temos uma VC não catalogada com duas fendas, finalmente na 15º posição temos a VC N.º CCXXXI.
Na 12º posição aparece-nos a VC N.º: CCLII que ocupa a posição nº167 de algumas das folhas de 180 selos.


No velhinho catálogo de Simões Ferreira já estava catalogada esta variedade de cliché: "nalgumas folhas de 180 selos de 1/2, 1 1/2, 8 e 20 c., no 167º exemplar nota-se um pequeno defeito de impressão à direita dos «RR»» da palavra «CORREIO», que se assemelha a um «C»."(1)

Neste momento é conhecida esta variedade nas folhas de 1/4, 1, 3, 4 1/2, 12 (verde), 30, 40, 60, 80 c. e 1 E (rosa). 
Para os selos da India, 3, 6 e 9 Rs são as taxas conhecidas. 



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(1) Ferreira, Simões (1977). Portugal (continente e ilhas), colónias e novos países de expressão portuguesa, mercado filatélico, Porto.   
(2)Mota, J. Miranda (2015…